sábado, 1 de junho de 2013

Pesquisa: 67% dos brasileiros com esclerose múltipla estão desempregadosAlém do impacto na capacidade de prover o próprio sustento, os pacientes têm a autoestima abalada pelo afastamento precoce


Publicação: 30/05/2013 06:01 Atualização: 30/05/2013 08:36
O músico Julio César Fernandes Jr. tinha 30 anos quando recebeu o diagnóstico: 'Foi muito duro e ainda é' (Breno Fortes/CB/D.A Press - 25/2/13)
O músico Julio César Fernandes Jr. tinha 30 anos quando recebeu o diagnóstico: "Foi muito duro e ainda é"


Uma doença neurodegenerativa, que acomete preferencialmente mulheres entre 20 e 40 anos — ou seja, em plena capacidade produtiva — e que atinge cerca de 30 mil brasileiros, a esclerose múltipla (EM) impõe uma série de desafios à saúde dos pacientes e, também, acarreta sérios impactos socioeconômicos. Um estudo revelou que, no país, cerca de 67% das pessoas com EM não estão empregadas. “Os portadores apresentam graus variados de acometimento neurológico e comprometimento da vida diária, incluindo a capacidade laborativa (de trabalho). A manutenção do trabalho está relacionada à melhora da autoestima, além de exercitar a cognição”, esclarece Ernane Pires Maciel, neurologista do Hospital de Base de Brasília.

De acordo com a pesquisa Burden of Multiple Sclerosis and Unmet Needs in Brazil: work status and productivity loss (peso da esclerose múltipla e necessidades não satisfeitas no Brasil: situação de trabalho e perda de produtividade, em tradução livre), o tempo médio entre o diagnóstico da patologia e a aposentadoria do paciente é de quatro anos.

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